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Setcergs inaugura Delegacia Sindical em Lajeado

18/11/2011
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O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) inaugurou nesta quinta, 17, a sua Delegacia Sindical de Lajeado.  O evento no auditório da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) reuniu mais de 100 convidados, representantes de 31 empresas da região. Na abertura do encontro, o transportador Valmor Scapini, presidente da Acil e também diretor do Setcergs, assumiu o compromisso de ser o porta-voz do Sindicato na região. “É um momento histórico, um divisor de águas para os transportadores de Lajeado e do Vale do Taquari: juntos seremos mais fortes” declarou Scapini.  José Carlos Silvano, presidente do Sindicato, destacou a importância econômica da região, a luta pela duplicação da BR 386 e a segurança do transporte, registrando que a inauguração da Delegacia faz parte de uma política de interiorização do Setcergs. Silvano enalteceu a liderança empresarial de Scapini nesta região.

O coronel João Carlos Trindade, ex-comandante da Brigada Militar e consultor do Setcergs para a segurança do transporte, convidou comandantes da BM da região para o evento, destacando que estava iniciando sua carreira como consultor e trazia sua experiência de mais de 30 anos como policial militar para contribuir com a sociedade.

Em ato simbólico, Silvano entregou para Scapini a placa de identificação da sede da Delegacia Sindical.

Reclamatórias e estatuto do motorista

 A reunião com os transportadores prosseguiu com uma palestra sobre as negociações em torno da formulação do Estatuto do Motorista. Inicialmente, o advogado Marcelo Restano apresentou, através das sentenças dos tribunais, o cenário de insegurança jurídica que existe em torno da jornada de trabalho dos motoristas. Já Luiz Alberto Mincarone, consultor do Setcergs, explicou que o capítulo II do Estatuto, que versa sobre o tempo de direção, é o eixo central das discussões do projeto. “É um tema de interesse social, segurança viária, redução de acidentes e qualidade de vida dos motoristas”, resumiu Mincarone, que vem coordenando audiências públicas sobre o Estatuto por todo o país.  Ele explicou que existem duas propostas: uma com tempo máximo de 12 horas/dia de tempo de direção, defendida pelo Setcergs, e outra de 10 horas/dia, encaminhada pela CNT. Outro aspecto trazido pelo consultor é a busca por uma isonomia entre motoristas empregados e autônomos, quanto ao tempo de direção. Existem ainda interpretações diversas sobre o tempo de espera e a forma como ele deve ser entendido na jornada de trabalho dos motoristas. Ainda não está definida qual a proposta final e tampouco quando o estatuto irá para votação no Congresso.
Ao final do encontro, Silvano advertiu que o Estatuto do Motorista poderá por fim à insegurança jurídica hoje existente em relação ao trabalho dos motoristas. Mas alertou que esta mudança terá repercussões de mercado: “o transporte vai ficar mais caro e menos competitivo em relação aos outros modais”, concluiu o presidente.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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