O Núcleo de ESG da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) iniciou, nesta semana, o ciclo de encontros de 2026. A programação, realizada na sede da entidade, reuniu empresários e profissionais interessados em compreender como as práticas ambientais, sociais e de governança podem ser aplicadas de forma estratégica para melhorar resultados e fortalecer a competitividade das organizações. O tema foi conduzido pelo especialista em ESG, Olissandro Rosa.
Em sua exposição, Rosa destacou que o cenário atual das empresas é marcado por diversos desafios como o aumento dos custos de recursos, a escassez de mão de obra e a crescente complexidade na gestão dos negócios. Segundo ele, esse contexto exige uma atuação mais eficiente e consciente, com foco no uso racional de recursos, na valorização das pessoas e na adoção de uma gestão estratégica. “Esses pilares, que hoje demandam atenção das empresas, estão diretamente relacionados ao ESG”, frisou.
O especialista apresentou a evolução histórica do conceito, desde sua introdução no mercado global, em 2004, até sua consolidação no Brasil, com iniciativas como o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e a publicação da Prática Recomendada PR 2030 pela ABNT. Ele ressaltou que o ESG deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma exigência de mercado, com regulamentações que devem tornar obrigatória a integração dessas práticas aos relatórios financeiros das empresas nos próximos anos.
Na sequência, Rosa trouxe aplicações práticas capazes de gerar resultados imediatos, como ações de eficiência energética, economia circular, governança robusta e engajamento social. Conforme destacou, essas iniciativas contribuem diretamente para a redução de custos, aumento da produtividade, mitigação de riscos e ampliação das receitas, além de impactarem positivamente na atração de investimentos e na reputação das empresas. “Organizações que adotam práticas de ESG tendem a ser mais resilientes em cenários de instabilidade e mais atrativas para consumidores, investidores e talentos”, pontuou.
Ao final da apresentação, o especialista reforçou que o ESG representa uma oportunidade concreta de transformação dentro das empresas. “Os recursos estão disponíveis. O caminho está em identificar oportunidades, planejar ações e construir resultados”, concluiu.
Núcleo de ESG
O presidente da Acil, Eduardo Brancher Gravina, também participou do encontro e destacou a importância de estimular a adoção de práticas de ESG nas organizações. “O ESG vem para contribuir com o desenvolvimento das nossas empresas. Por isso, é fundamental ampliarmos a participação nos encontros e fortalecermos esse debate dentro das organizações”, afirmou. Ele ainda ressaltou a expectativa de crescimento do núcleo, com o engajamento de mais participantes interessados em aplicar os conceitos para aprimorar resultados.
O Núcleo de ESG da Acil tem como objetivo promover a adoção de estratégias ESG nas empresas da região. Com encontros periódicos, o grupo se reúne para discutir tendências, compartilhar experiências, receber especialistas e desenvolver soluções aplicáveis à realidade dos negócios locais. O próximo encontro está agendado para a noite do dia 19 de maio, com informações a serem divulgadas nos próximos dias nas redes sociais da entidade.


