“A diversificação de risco é um dos principais motivos que leva as pessoas a investirem no exterior.” A afirmação foi feita pelo diretor de Investimentos Offshore da XP Investments / Miami, Gabriel Jafet, ao explicar as razões que levam os investidores a buscar assessoria para investimentos fora do país de origem. Ele foi o palestrante da reunião-almoço (RA) promovida nesta quinta-feira (18) pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil).
Durante a exposição “Investimentos Offshore: Cenário Internacional e Estruturas para Eficiência Fiscal e Planejamento Sucessório”, Jafet comentou que o brasileiro é um dos que menos investe no exterior em comparação com cidadãos de outros países. Segundo o palestrante, cerca de 95% dos ativos brasileiros são investidos dentro do próprio país. Já nos Estados Unidos esse número cai para 75% e, na Alemanha, para 35%.
“Os investimentos offshore nos oferecem uma garantia a mais. Mantendo todos os nossos investimentos no Brasil, se o país passar por uma grave crise, todos os nossos rendimentos podem ir junto”, acentuou.
Moeda forte
Jafet comentou que cerca de 60 a 70% do passivo brasileiro é dolarizado e isso contribui para tornar os investimentos offshore mais vantajosos para o Brasil. Segundo o palestrante, ao final de cada dia, boa parte das despesas brasileiras são convertidas em dólar. “A gasolina que colocamos nos nossos carros vem do petróleo que é dolarizado. O pão que compramos vem do trigo que é dolarizado. Todo esse nosso consumo, automaticamente aumenta quando há uma alta no câmbio”, explicou.
O palestrante explicou que é permitido por lei que o brasileiro invista em ativos no exterior. Desde que esses bens sejam declarados ao fisco brasileiro. “Essa declaração deve ser feita no imposto de renda, normalmente. Uma segunda declaração, específica, deve ser feita pelo investidor que possui mais de um milhão de dólares em ativos no exterior”, explicou.
Empresas
Jafet explicou que a XP Estados Unidos oferece oportunidades para que as pessoas sejam investidores globais, tornando-se sócias de empresas instaladas em todo o mundo. Com isso, passam a ter vantagens tributárias que possibilitam a redução de impostos e a proteção do patrimônio contra oscilações cambiais, entre os vários benefícios de ter uma empresa offshore. “Os recursos do investidor estarão depositados em moeda forte e contra instabilidades político-econômicas”, explicou.
Ainda segundo o palestrante, as empresas offshore também são utilizadas para planejamento sucessório, já que possibilitam a transmissão de herança com custos menores ou isenta de custos. “Com essas vantagens, é possível que as famílias que possuem empresas no exterior evitem discussões e a demora no inventário. Assim, a transmissão do patrimônio é facilitada”, pontuou.
A presidente da Acil, Graciela Ethel Black, em sua saudação, agradeceu a disponibilidade de Jafet em abordar o tema na RA. “O universo dos negócios internacionais pode ser altamente vantajoso, mas também é composto por uma variedade de aplicações, termos específicos e processos um pouco complexos, nos quais as dúvidas são comuns. Agradecemos a gentil e pronta aceitação do Gabriel ao nosso convite para compartilhar seu profundo conhecimento e valiosa experiência na área”, comentou.
Ao final do evento, o vice-presidente de Administração da Acil, João Pedro Arruda, acompanhado do ex-presidente da Acil e presidente da Expovale 2022, Miguel Arenhart, interagiram com o palestrante e conduziram a ele as perguntas do público.
Apoio
As RA’s de 2023 da Acil têm o patrocínio de Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Cooperativa Certel, Docile Alimentos, Excellence Garçons, Fruki Bebidas, Grupo Independente, Imojel Construtora e Incorporadora, Kappel Imóveis, Olicenter Informática, Rhodoss Implementos Rodoviários, Sicredi Integração RS/MG, Supermercado STR Lajeado, Tecnosom Sonorização e Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo.



