Empresas fortes dependem de pessoas saudáveis e de lideranças preparadas para enfrentar os desafios do ambiente corporativo. Essa foi a reflexão central da Reunião-Almoço (RA) promovida pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (ACIL) nesta quinta-feira (27), reunindo empresários, lideranças e autoridades regionais em torno do tema “Empresas fortes: saúde como estratégia”.
Os ensinamentos e reflexões foram conduzidos pela médica especialista em Medicina de Família e Comunidade, Dra. Helena Ederich, e pelo psicólogo especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, Ezequiel Calegari. O encontro também integrou as comemorações dos 55 anos da Unimed VTRP.
O papel do líder e o custo invisível do trabalho
Na abertura do evento, o presidente da ACIL, Eduardo Brancher Gravina, propôs uma reflexão sobre como o excesso de conectividade e as cobranças cotidianas do empreendedorismo afetam a capacidade de tomada de decisão. Segundo ele, as facilidades proporcionadas pelo smartphone trouxeram agilidade, mas também contribuíram para um estado permanente de alerta e trabalho.
“Nós cuidamos do caixa, dos equipamentos, dos veículos, dos processos. Mas existe um ativo fundamental: a capacidade de quem toma decisões. Não existe empresa forte por muito tempo se quem está conduzindo não tiver saúde para suportar os desafios”, alertou Gravina.
A importância do cuidado preventivo também foi destacada pelo Superintendente de Mercado da Unimed VTRP, Darlei Robson de Lima, que chamou atenção para a responsabilidade de gestores que lideram centenas ou milhares de pessoas e, diante disso, também precisam dedicar atenção à saúde física e emocional.
Os quatro pilares da longevidade
Durante sua explanação, a Dra. Helena Ederich abordou o conceito de saúde integral, considerando o bem-estar físico, mental e social. A médica apresentou quatro pilares essenciais para uma longevidade ativa e participativa: movimento corporal, alimentação saudável, sono de qualidade e conexões sociais sólidas.
Helena chamou atenção especialmente para a negligência de hábitos básicos no cotidiano. Segundo ela, antes da busca por soluções complexas para problemas como cansaço e indisposição, é necessário observar aspectos fundamentais da rotina.
“Muitas vezes, as pessoas buscam exames complexos ou hormônios para compensar o cansaço crônico, mas não realizam o básico, como fazer 150 minutos de atividade física na semana e reservar tempo real de qualidade para interagir com a família e amigos”, ressaltou.
A reflexão reforçou que cuidar da saúde não depende apenas de intervenções médicas, mas de escolhas consistentes incorporadas ao cotidiano.
Saúde mental, produtividade e a NR-01
O psicólogo Ezequiel Calegari direcionou sua participação aos impactos da saúde mental no ambiente corporativo. Ele abordou o crescimento dos afastamentos relacionados à depressão e à ansiedade e os efeitos que o adoecimento psíquico provoca não apenas nas pessoas, mas também nas organizações.
Entre os pontos apresentados esteve o presenteísmo, situação em que o colaborador está fisicamente no trabalho, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades, além do absenteísmo e de seus impactos sobre a produtividade.
Calegari também abordou a NR-01 e interpretações equivocadas relacionadas à norma. Conforme explicou, seu propósito é contribuir para ambientes organizacionais e condições de trabalho psicologicamente mais saudáveis, o que não significa eliminar cobranças, responsabilidades ou a necessidade de resultados.
“Saúde mental do indivíduo, moldada desde a infância, é diferente da saúde mental no trabalho. A empresa deve agir na melhoria das condições laborais e na liderança acolhedora, mas o autoconhecimento e o tratamento de transtornos clínicos pertencem ao âmbito pessoal de cada indivíduo”, explicou.
A abordagem reforçou a importância de estabelecer responsabilidades claras: às organizações cabe construir condições adequadas de trabalho e lideranças capazes de compreender os fatores psicossociais; ao indivíduo também cabe o cuidado com sua saúde e a busca por acompanhamento quando necessário.
Força que faz acontecer
As Reuniões-Almoço de 2026 da ACIL têm o patrocínio de Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), CBM Materiais Elétricos, Excellence Garçons, Ferramentas do Vale, Florestal Alimentos, Fruki Bebidas, Grupo RBS, Imojel Construtora e Incorporadora, Kappel Imóveis, Olicenter, Rhodoss Implementos Rodoviários, Tecnosom Produções e Eventos, Unimed VTRP e Zallon Hotel Executivo.
A ACIL conta ainda com o apoio de seus Patrocinadores de Gestão, Sicredi Integração RS/MG e Colégio Sinodal Gustavo Adolfo, parceiros que fortalecem as ações e iniciativas da entidade ao longo de 2026.
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Além de promover espaços de conhecimento e conexão entre empresários, a ACIL atua na representação e defesa dos interesses do setor produtivo, fortalecendo coletivamente o ambiente de negócios de Lajeado e do Vale do Taquari.
Para o presidente Eduardo Brancher Gravina, desafios como infraestrutura, tributação, burocracia e desenvolvimento econômico ultrapassam os limites de cada empresa e exigem atuação conjunta.
“Individualmente, a contribuição mensal de uma empresa para a ACIL representa muito pouco diante de toda a estrutura de custos de um negócio. Mas quando centenas de empresas contribuem, o resultado se transforma em representatividade, conhecimento, eventos e projetos de atuação regional”, destacou.
Associar-se à ACIL é fazer parte dessa construção coletiva, ampliando conexões, participando de núcleos e fóruns empresariais, acessando conhecimento e contribuindo para uma entidade mais representativa e capaz de defender os interesses de quem empreende.
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Mais informações sobre como fazer parte da entidade estão disponíveis no site da ACIL ou pelo telefone (51) 3011-6900.




