Em audiência realizada nesta semana com o superintendente estadual do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Vladimir Roberto Casa, em Porto Alegre, a comitiva do Vale do Taquari obteve boas informações quanto às providências do órgão para assegurar a continuidade das obras de duplicação do trecho Estrela/Tabaí.
Segundo Casa, “estamos adotando procedimentos especiais para assegurar a efetivação das providências sob a responsabilidade do Dnit, inclusive deslocando técnicos de Brasília a Porto Alegre para o cumprimento de trabalhos que normalmente seriam feitos na capital Federal”. O superintendente ressaltou ainda que, “sem nos descuidarmos das providências para resolvermos os outros poucos gargalos ainda existentes, estamos focando a solução para a aldeia indígena, para que a Fundação Nacional do Índio (Funai) possa liberar boa parte dos nove quilômetros ainda não iniciados entre Bom Retiro do Sul e Estrela”.
A partir das diligências de fins de novembro passado por grupo regional articulado pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT), envolvendo, além do Dnit no Estado, o Ministério Público Federal e uma audiência com o ministro dos Transportes em Brasília, o diretor geral daquele órgão já declarou de utilidade pública e deu destinação específica à área de terras que deve acolher a nova aldeia indígena, fundamental para iniciar este processo.
Desapropriação
Também encontram-se em fase final procedimentos que permitirão atribuir uma correta avaliação para a desapropriação da área, assim como para a abertura dos processos de desapropriação de diversas pequenas áreas de terras junto a algumas rotatórias cujo traçado supera a área da faixa de domínio. Ao mesmo tempo, uma equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), escolhida pela aldeia indígena, está ultimando o projeto da nova aldeia, com cuidados que envolvem, inclusive, a preservação e consolidação da cultura indígena.
O terceiro empecilho ainda existente – o deslocamento das 17 famílias de baixa renda, próximo a Estrela – também deve ser resolvido na sequência.
Para o presidente da CIC-VT, Ardêmio Heineck, “foi muito bom o que ouvimos e vimos na audiência, indicando que as obras não devem parar e mostrando o Dnit como órgão público atuante, imprimindo a agilidade necessária para o caso”.
O presidente da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) e prefeito de Taquari, Ivo dos Santos Lautert, assegurou que “se necessário, vamos compor eventual comitiva que vá à Brasília, na Funai, em princípios de fevereiro, tão logo o Dnit cumpra os passos que proporcionem àquela instituição a garantia de que os indígenas estarão resguardados, reforçando o pedido para que libere o trecho ainda parado”.
Rotatória
A CIC – VT mediou ainda a participação, na mesma audiência, do presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer, que obteve do superintendente do Dnit no estado a garantia de que estudará o deslocamento da rotatória do trecho duplicado, prevista para ser construída defronte à fábrica de rações da Cooperativa em Estrela. Isso dificultaria a intensa movimentação de caminhões no pátio de acesso. A ideia é transferir a rotatória para local próximo, fazendo-a coincidir com o futuro acesso previsto para a Rota do Sol.
Além dos citados, integraram a comitiva, o vice-presidente da CIC-VT, Ito Lanius; os presidentes e representantes das associações comerciais e industriais de Encantado, André Bergamaschi; Estrela, Idimir Baldissera; Lajeado, Valmor Scapini, e da CIC Teutônia Waldir Piccinini; o diretor da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales) e CIC-VT, Ronaldo Zarpelon, e o engenheiro Vitor Schneider, da Languiru.
Fonte: Assessoria de Imprensa
