Criar uma solução sustentável, de baixo custo e fácil acesso para empresários e organizações, é essencial para bom o desenvolvimento da gestão ambiental. Com essa metodologia, o engenheiro espanhol Borja Vallina Conde palestrou na noite de ontem (05.09), durante III Jornada Técnica Ambiental, sobre o tratamento de efluentes com minhocas. O evento, promovido pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), Unidade da Parceiros Voluntários (UPV) Lajeado e Centro Universitário Univates, contou com a participação 75 pessoas entre empresários, executivos, consultores, professores, estudantes e interessados nas questões ambientais.
Minhocas
Vallina explicou que o tratamento de efluentes com minhocas é uma tecnologia biológica que visa o tratamento de esgotos de pequenas cidades e efluentes de indústrias alimentares. O processo consiste em um biofiltro, formado por multicamadas, que mimetizam os processos da natureza para despoluir a água e tratar os sólidos solúveis que ficam retidos. “Uma população de minhocas e bactérias fazem o tratamento da despoluição, até conseguir água totalmente limpa e adubo orgânico, denominado de humus.”
Segundo o engenheiro, o sistema é de fácil operação e manutenção, o que não exige técnicos qualificados para sua execução. Para ele, “as indústrias precisam de tecnologias simples para focar em sua atividade principal e gerar receitas”.
Esgotos
Além do engenheiro espanhol, o superintendente regional da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), Alexsander Cerentini Pacico, abordou o uso da água e a importância do tratamento de esgoto para o desenvolvimento da sociedade. Segundo ele, existem quatro níveis básicos para a separação do tratamento de esgoto domiciliar: nível preliminar, tratamento primário e tratamento secundário, os quais têm quase a mesma função, e tratamento terciário ou pós-tratamento. Cada um deles têm, respectivamente, o objetivo de remover os sólidos suspensos (lixo, areia), remover os sólidos dissolvidos, a matéria orgânica, os nutrientes e organismos patogênicos (causadores de doenças).
Pacico fez um alerta “a falta de tratamento de esgoto e condições adequadas de saneamento podem contribuir para a proliferação de inúmeras doenças parasitárias e infecciosas além da degradação do corpo da água. Não podemos voltar ao exemplo da Europa do século XIV, quando a peste negra eclodiu devido à falta de saneamento.”
Bacia
O seminário contou ainda com a participação do presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica Taquari-Antas, Daniel Schmitz, que discorreu sobre a atuação do órgão. Schmitz apresentou dados gerais sobre o funcionamento e a atuação do comitê da Bacia Taquari-Antas. Focando no planejamento do trabalho, destacou a importância fundamental dos recursos hídricos para o desenvolvimento social e econômico das regiões abrangidas. Neste sentido, enfatizou a necessidade do comprometimento das comunidades dos 119 municípios para se chegar ao nível de qualidade da água que se quer nas várias micro-bacias que compõe a Bacia.
Participaram da Jornada, o presidente da Acil, Ronaldo Zarpellon; o vice-presidente de Responsabilidade Social (RS) da entidade, Sérgio Bertoglio; o diretor de RS da Acil, Gilberto Soares; a coordenadora da UPV Lajeado, Gilmara Scapini, e o diretor da Sorvebom, Martin Eckert, entre outras autoridades.
Apoio
A jornada teve o patrocínio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e Corsan, com apoio de Baluarte Objetos, Docile Alimentos, Bebidas Fruki, Sorvebom e Agea Marketing e Comunicação.
Fonte: Assessoria de Imprensa

