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Workshop debate qualidade em serviço de saúde e infectologia

12/04/2011
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Cerca de 100 estudantes, profissionais, empresários e gestores da área da saúde participaram, na Univates, de eventos promovidos pelo Comitê Regional da Qualidade Vale do Taquari (CRQVT) e pelo Subcomitê da Saúde. As palestras, ministradas pelo pediatra Marcelo Scottá e pelo médico Sérgio Ruffini, abordaram práticas voltadas para o melhor atendimento no segmento da saúde.
O currículo e experiência dos palestrantes foi um atrativo a mais ao workshop, chamando atenção de profissionais de diferentes municípios do Vale do Taquari e outras regiões. Para a pediatra Marelaine Meireles, residente em São Valentim do Sul, o que mais chamou a atenção foram as especializações dos palestrantes. “Quando recebi o convite, percebi que um profissional de Pediatria estaria palestrando sobre infectologia. Então me interessei sobre o restante da grade e o outro palestrante”, confessou a profissional formada pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg).
Os estudantes tiveram a oportunidade de aprimorar os conhecimentos desenvolvidos na universidade através das palestras ministradas. Jonson Hepp, estudante da Univates, citou que os professores haviam indicado o curso durante a semana e alguns colegas aderiram à ideia. “Como trabalho ligado à área da saúde, ter este tipo de experiência com profissionais gabaritados agrega muito para quem está em processo de formação.”  

Qualidade com foco na saúde

Médico, pós-graduado em Administração, especializado em Gestão em Saúde e Gestão da Qualidade, Sergio Ruffini apresentou o tema “Qualidade em Serviços de Saúde”. Relatou que muitos profissionais acabam dando um foco muito direcionado para a administração e, consequentemente, acabam dispersando o foco médico de suas instituições. “Nosso foco é cuidar de pessoas, para melhorar o atendimento. Precisamos conhecer, identificar e disponibilizar serviços de prevenção e não de correção, como era até pouco tempo”, enfatizou.
O médico ponderou que o foco estratégico é fator crucial para o sucesso de qualquer tipo de organização. Mas, quando o tema é saúde, não pode existir a possibilidade de erro. O profissional foi taxativo: “Na saúde, não podemos trabalhar considerando a possibilidade de um retrabalho. Não podemos ser tolerantes com resultados diferentes dos planejados”. Acrescentou que “a identidade institucional é peça chave para qualificar a prestação de serviço”. Dados do último ano, apresentados pelo palestrante, alertam que a falta de atendimento à parcela mais carente da população foi 6,5 maior, se comparado com o atendimento da população com maior poder aquisitivo. 
Scottá buscou esclarecer sobre um risco constante nas relações médicas, mas que com ações simples pode ser evitado em grande parcela. “Não existe pele estéril, mas temos como diminuir a quantidade e eliminar as bactérias agressivas ao indivíduo com ações básicas. Lavar as mãos é um ponto importante neste processo. Entretanto, isso deve ser feito da forma correta”, explica o especialista. O pediatra alertou ainda para um detalhe pouco observado no dia a dia das pessoas. “Se queremos eliminar um vírus como o da gripe, por exemplo, não adianta lavarmos as mãos apenas com sabão, existe a necessidade de um anticéptico, sendo o mais comum o álcool 70%.”

Fonte: Assessoria de Imprensa

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