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Secretário Aírton Michels informa que questão do presídio regional será resolvida a partir de 2012

04/05/2011
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“O problema fundamental de Lajeado e que afeta toda a região é prisional. […] Existem itens do documento que contemplam as demandas regionais de segurança que serão atendidos integralmente, outros serão atendidas parcialmente. […] No interior, Lajeado está entre nossas prioridades [na alocação de recursos para o déficit prisional]”, afirma o secretário

Ficará para 2012, ou talvez para 2013, a solução para a questão envolvendo o presídio regional de Lajeado.  A construção de novo presídio ou a ampliação de vagas do atual dependerá da sobra de recursos que a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS) terá que investir para resolver o problema do presídio central de Porto Alegre. A notícia foi dada pelo secretário titular da SSP-RS, Airton Michels na reunião-almoço conjunta promovida pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), Associação Lajeadense Pró-Segurança Pública (Alsepro) e Câmara de Indústria Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT).
Em documento contendo as reivindicações da região, entregue pelo presidente do Conselho Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Ney José Lazzari, a solução para o presídio regional foi colocada como principal prioridade do Vale do Taquari ao secretário. Michels informou que todos os esforços de alocação de recursos da secretaria nos próximos dois anos serão destinados para abertura de novas vagas para o presídio central de Porto Alegre; “o pior presídio do Brasil e das Américas”, segundo o secretário.
O titular da SSP-RS reconheceu a demanda prisional como pior problema de segurança pública do Estado e também de Lajeado. O palestrante traçou um panorama socioeconômico do crescimento das cidades com mais de cem mil habitantes no Estado e do crescimento do número de presidiários. Informou que o principal problema neste sentido é o tráfico de drogas. “Ha dez anos, o Rio Grande do Sul tinha dois mil presos ligados ao problema do tráfico de entorpecentes, número que hoje ultrapassa 10 mil”. Informou que, no Brasil, o tráfico move uma quantia estimada em R$ 9 bilhões, aproximadamente, seis bilhões de dólares por ano.
Apontado como um dos fatores responsáveis pelo aumento do número de práticas ilícitas, as drogas também foram o tema da apresentação de Michels. O secretário informou que 70% dos casos de prisão feminina são em consequência do envolvimento com drogas.
Michels aproveitou para apresentar o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) que, implantado em municípios da região metropolitana, principalmente Canoas, vem apresentando resultados significativos. “Temos que incentivar o trabalho conjunto das polícias comunitárias. As forças de segurança deveriam aturar integradas, respeitando sua estrutura administrativa, mas com um mesmo objetivo”, enfatizou.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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