Entidades, autoridades e especialistas das esferas federal, estadual e regional, ligados ao assunto, assim como as empresas prestadoras de transporte fluvial e ferroviário, estiveram presentes à reunião de trabalho realizada sexta-feira (28.09) em Estrela (RS). No ato coordenado pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT), com apoio da Prefeitura Municipal de Estrela, Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Estrela (Cacis), Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat) e da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), foram debatidos os problemas e as ações a serem executadas para a otimização do uso do terminal intermodal rodo-ferro-hidroviário, do porto de Estrela, às margens do Rio Taquari.
Para o administrador do porto de Estrela, José Luiz Fay de Azambuja, é fundamental observar as boas ações desenvolvidas. “É preciso olhamos aquilo que já foi feito de bom, para que isso sirva de base para os encaminhamentos aqui discutidos.” O representante da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mario Povia, enfatizou que essa discussão se alastra há mais de 12 anos. Para ele, é preciso mudar o modelo de gestão do transporte na região. Assim, pode-se fazer um aproveitamento mais racional das rodovias, ferrovias e hidrovias no escoamento de cargas.
Modalidades
“É fundamental a equalização das modalidades de transporte (hidrovia, rodovia e ferrovia) para termos uma viabilização econômica eficiente. Para isso, vamos investir no trabalho de duas dragas para oferecer à navegação um canal estável durante o ano todo, aumentando a capacidade de transporte do porto”, diz o representante do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Pedro Zimmer.
Para o gerente de Relações Corporativas da América Latina Logística (ALL), Miguel Evangelista Jorge, é preciso explorar o potencial de cada modalidade. “É fundamental mostramos as vantagens de cada uma para que usuário saiba o quanto ele pode ganhar fazendo essa escolha. Precisamos aumentar o uso de containers no transporte de mercadorias, agilizando-o. Estamos trabalhando neste sentido. A ALL vai se juntar neste movimento hoje iniciado aqui. Vimos que esta região, assim como as regiões vizinhas, detém um mercado forte para aumentarmos nossa presença na intermodalidade de transporte que se pode fazer neste Porto.”
Uso do porto
Segundo o representante da Navegação Aliança e integrante do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Ático Scherer, é essencial profissionalizar o uso do porto como um todo. Segundo ele, a navegação é um problema, pois não há um local estruturado para realizar o escoamento da produção. “Não há fluxo e os equipamentos são de 40 anos atrás, por isso, essa dificuldade de aproveitar melhor o porto. Em Rio Grande, falta um terminal específico para uso da navegação do interior. Temos que fazê-lo funcionar durante o ano inteiro, para que o sistema se torne eficiente.”
Primeiro passo
O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mauro Luciano Hauschild, articulador do encontro junto aos organismos federais, enfatizou que “este é o primeiro passo para buscarmos o desenvolvimento desta estrutura fantástica que o Vale do Taquari tem. Muitas outras regiões e Estados gostariam de tê-la. Adequar seu uso à nova realidade de produção e de necessidades é um desafio em que precisamos nos empenhar. Com isto, podemos ajudar a melhorar a realidade econômica e social da região e do Estado”.
Acompanhamento
Segundo o presidente da CIC-VT, Oreno Ardêmio Heineck, coordenador do encontro, “a partir de agora, com as informações colhidas, as sugestões apresentadas e o comprometimento dos órgãos e lideranças presentes ao encontro, cria-se um cenário para as melhorias que buscamos. Será criado um grupo de acompanhamento para que se possa formular estratégias e implementar as ações que serão desenvolvidas.”
O prefeito de Estrela, Celso Brönstrup, reiterou a disposição do município em apoiar, no que for da sua alçada, o novo momento que se busca para o porto. “Este é um trabalho que mexerá com nosso desenvolvimento, não só disponibilizando o uso, com plenitude, do nosso porto, mas com ele atraindo novos investimentos de empresas no município e em outros próximos”.
Já está marcada nova reunião deste grupo para 23 de novembro a fim de avaliar o que foi feito e projetar ações futuras.
Fonte: Assessoria de Imprensa

