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Eventos na Acil abordam as projeções econômicas para 2023 e marcam entrega da nova sede local do BRDE

14/12/2022
Desenvolvimento

O economista do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Celso Pudwell, foi o palestrante da última reunião-almoço (RA) de 2022 promovida pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil). O evento foi realizado nesta quarta-feira (14) após a reinauguração da nova sala do banco em Lajeado. Para público de mais de 100 pessoas, o palestrante falou sobre a situação econômica mundial e nacional e projetou os rumos da economia para 2023.

Pudwell iniciou sua apresentação falando sobre o atual cenário mundial. De acordo com o palestrante, os reflexos provocados pela pandemia da covid-19 ainda são sentidos por alguns negócios. “Em 2020 e 2021 o mundo inteiro passou por um momento de crise com a restrição das atividades econômicas e da mobilidade. Além disso, tivemos graves problemas de saúde pública que foram sentidos em todo o mundo, estando algumas empresas ainda em momento de recuperação”, comentou.

Mesmo com o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2021, Pudwell comentou que ainda existem países que seguem no movimento de recuperação devido aos gastos que tiveram em 2020. “Os gastos públicos aumentaram em todo o mundo em 2020. Buscar essa recuperação é um dos principais desafios da nossa economia no pós-pandemia”, completou.

Segundo o palestrante, os resultados de 2022 com mudanças no hábito dos consumidores e a inflação mais elevada dos últimos 40 anos ainda é reflexo da pandemia. “Em 2022, enfrentamos alguns problemas nas cadeias de suprimento. Isso provocou a elevação do preço do petróleo e um recorde no valor dos alimentos”, pontuou.

Brasil

Ao abordar a situação do Brasil, Pudwell apresentou dados que foram divulgados ainda nesta semana. De acordo com o palestrante, o Índice de Preços no Consumidor (IPCA), responsável por manter a população informada sobre o seu poder de compra, está em 5,8% em 2022. A tendência é de que esse número diminua e chegue a 3,0% em 2025. “Esses números não são uma realidade exclusiva do Brasil, pois o mundo todo segue esse movimento”, justifica.

Seguindo com a apresentação de perspectivas que são de interesse nacional, o economista, baseado em dados recentes, projetou que para 2023 e os próximos anos a cotação do dólar tende a permanecer estável.

Rio Grande do Sul

Quando falou sobre a situação do Estado, Pudwell trouxe dados preocupantes de 2022 e projetou déficit público para 2023. De acordo com o economista, o primeiro semestre de 2022 apresentou uma queda de 8,4% no PIB e de 57% no PIB agrícola. “Esses são números assustadores para o Rio Grande do Sul, pois é como se estivéssemos em uma guerra. A queda de 57% no PIB agrícola podemos dizer que é devido à pior estiagem que tivemos nos últimos 70 anos”, completou.

Ao abordar a situação das contas públicas do Estado, o palestrante falou que, para o próximo ano, há um déficit estimado de R$ 3,7 bilhões.

Pontos positivos

Pudwell encerrou sua exposição trazendo informações positivas para os participantes. De acordo com o palestrante, a flexibilização do controle da covid-19 na China é benéfica para o Brasil, pois oferece mais margem para a exportação de matéria-prima agrícola e mineral. “A China tinha um controle muito rigoroso no lockdown, ficando as atividades econômicas paradas por muito tempo. Essa flexibilização está fazendo com que tudo volte ao normal e eles comecem a importar produto brasileiro”, afirmou.

Outro ponto positivo é que, por ser um polo de energia verde, o Brasil pode atrair, até 2030, empresas europeias, americanas, chinesas ou indianas. “Além do Brasil conseguir oferecer energia relativamente barata, também somos um polo produtor de alimentos. E isso pode atrair empresas estrangeiras a se instalarem aqui”, encerrou.

Ao final do evento, a presidente da Acil, Graciela Ethel Black, acompanhada do vice-presidente de Relações Institucionais da entidade, Nilto Scapin, subiu ao palco e conduziu as perguntas do público ao palestrante.

Apoio

As RA de 2022 da Acil tiveram o apoio de Bebidas Fruki, BRDE, CBM Materiais Elétricos, Cooperativa Certel, Docile Alimentos, Excellence Garçons, Grupo A Hora, Imojel Construtora e Incorporadora, Cooperativa Languiru, Olicenter, Sicredi Integração RS/MG e Tecnosom.

Reinauguração

Antes da RA, Pudwell, acompanhado de lideranças do Vale do Taquari, participou do ato de reinauguração do novo escritório do BRDE em Lajeado. A estrutura está localizada no prédio da Acil – rua Silva Jardim, 96 – Centro. No ato, a presidente da Acil falou sobre a entrega do espaço reformulado, que é a sede do banco no Vale do Taquari. “A produtiva relação da Acil com o BRDE é uma realidade há mais de 26 anos. Hoje, entregamos esse espaço funcional com o desejo de crescentes realizações e conquistas a toda a equipe do banco que trabalha de forma comprometida e focada no desenvolvimento das nossas empresas”, destacou.

O diretor de Planejamento e Operações do BRDE, Otomar Vivian, participou da cerimônia de entrega das novas instalações em Lajeado, falou sobre os resultados do banco na região e sobre a satisfação em estar instalado junto à Associação Comercial do município. “Essa produtiva relação de estarmos aqui na casa do empreendedorismo de Lajeado muito nos orgulha, pois o BRDE tem como propósito promover o desenvolvimento. Com isso, conseguimos, apenas nos últimos 11 anos, ser parceiros em mais de 4 mil operações na região, movimentando R$ 1 bilhão e 800 milhões em linhas de crédito”, comentou.

O atendimento da Unidade do BRDE em Lajeado é de segunda à sexta-feira das 10h às 18h. O telefone de contato local é o (51) 3748-1215 e os serviços oferecidos pelo banco podem ser consultados através do site brde.com.br

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