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Desenvolvimento profissional empresários e trabalhadores iniciam debate para estimular capacitação

01/12/2010
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Reunião realizada nesta semana (1º.12) na Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) reuniu presidentes e representantes de entidades patronais, sindicatos de trabalhadores, dirigentes de escolas e de instituições do Sistema “S” para debater a forma de estimular os trabalhadores da região a buscar as oportunidades de qualificação profissional exigidas para atender às crescentes demandas do mercado. O objetivo do início do debate em torno do tema foi identificar os motivos do desinteresse e estimular a maior participação dos trabalhadores nas diferentes oportunidades de capacitação oferecidas pelas instituições especializadas.
Abrindo a reunião, o presidente da Acil, Valmor Scapini, expôs a dificuldade encontrada pelas empresas de encontrar profissionais com a qualificação requerida para os cargos. “A dificuldade é para todos. A nossa responsabilidade é buscar soluções.” E acrescentou: “Temos que encontrar formas de viabilizar essa formação para sermos competitivos em um mundo globalizado”.

Construção coletiva

A iniciativa de desenvolver o projeto de estímulo à capacitação partiu dos vice- presidentes de Serviços, Reni Nunes Machado, e Responsabilidade Social, Gilberto Soares. Machado mostrou-se otimista quanto ao momento nacional. “O Brasil é a bola da vez para os próximos 10 anos. Mas para isso precisamos de profissionais. Cabe a nós termos a iniciativa de concretizar essa expectativa.”
Soares reforçou expressando que “o trabalhador é a maior riqueza do negócio, sendo assim sua qualificação é a valorização do todo”. Ele também enfatizou, assim como Machado, a importância da união com os sindicatos de trabalhadores para a construção coletiva do projeto. O vice-presidente de Responsabilidade Social da Acil apresentou lâminas sugerindo para a proposta o nome de “Programa Multipresença para Educação Profissional – Sistema de ensino integrado que estimula a evolução profissional”.
O grupo abordou também temas relacionados à qualificação do profissional, como a evasão escolar no ensino médio, responsável, em boa parte, pela dificuldade da formação técnica de bons profissionais. O assunto foi trazido pelo diretor do Colégio Gustavo Adolfo, Edson Wietholter. Ele também traçou vínculo entre o tema debatido e as preocupações do Fórum Municipal de Enfrentamento à Drogadição, estimulando que os movimentos de discussão de tais assuntos sejam permanentes.
Para a presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Lajeado, Célia Paz, é fundamental despertar a vontade de estudar no trabalhador. Parabenizando a iniciativa, frisou que, ao aumentar a sua qualificação, o funcionário traz retorno para si e para toda sociedade.
O presidente do Sindicato dos Comerciários de Lajeado, Ricardo Ewald, comentou que o comércio está perdendo trabalhadores para outros segmentos, como a indústria, em função da elevada carga horária de trabalho. Adiantou, porém, que a meta é manter os trabalhadores no setor. Sugeriu convidar outras secretarias municipais para o debate do assunto. Constatando com empresários a falta de profissionais, exemplificou citando a dificuldade dos supermercados de encontrar trabalhadores qualificados.

Questão cultural

A diretora do Senac Lajeado, Etiene Azambuja, abordou a questão cultural presente no tema. Lembrou que o perfil dos jovens trabalhadores, da chamada geração Y, tem uma característica mais imediatista em termos de resultado e também mais sensível a questão de relacionamento interpessoal. Salientou também a importância da iniciativa.
O secretário da Indústria e Comércio de Lajeado, Carlos Alberto Martini, informou que neste ano a prefeitura mantém há sete anos parceria com instituições de formação profissional. Neste ano, estão sendo disponibilizados 41 cursos e 900 vagas para especialização profissional. Entretanto, algumas turmas não são fechadas por falta de interessados. Informou que sua secretaria encomendou à Univates pesquisa para traçar melhor diagnóstico da realidade do mercado.
No final, as lideranças da Acil sugeriram que as próximas reuniões sejam realizadas nas sedes das entidades participantes, estimulando o debate em rodízio em diferentes ambientes. Scapini classificou o encontro como “momento histórico de juntar forças” para a busca de soluções. Expressou também que as ações não devem tardar, sugerindo sua vontade de partir logo para ações práticas.

 

Fonte: Assessoria de imprensa

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